Estava pensando, será mesmo necessário jogar o segundo semestre na lata do lixo em caso de sucesso no primeiro? Vamos pensar e lembrar de alguns fatos. O São Paulo em 2005, foi campeão da Libertadores, até aí tudo bem. O problema é que o Campeonato Brasileiro foi jogado no lixo. Tudo pela preparação para disputar o Mundial. Valeu a pena? Sim, sem duvidas. Mas e como ficam os torcedores? São obrigados a assistir atuações medonhas e times desmotivados em campo! Em 2006, 2007 e 2008 o São Paulo foi mal no primeiro semestre mas depois caiu de cabeça no Brasileirão e foi Tri-Campeão seguidamente. Digo que foi mal porque na cultura do brasileiro, só o primeiro lugar presta. Em campeonatos com 32 equipes como a Libertadores, outros como o brasileiro com 20 clubes, às vezes uma vaga na competição mais importante da América do Sul satisfaz. Outro exemplo, o Palmeiras. Depois de uma primeira fase arrasadora, o Verdão acabou eliminado pelo Santos nas semifinais do Paulistão. Depois foi eliminado pelo Nacional-URU nas quartas da Libertadores. O que aconteceu? O time caiu de cabeça no Brasileirão. Contratou Muricy Ramalho, que é indiscutivelmente um ótimo treinador. E digamos que tem a manha dos pontos corridos. Claro, seus times não jogam um futebol atraente e vistoso. Mas primam por um bela organização defensiva. Nem digo taticamente, o forte do Muricy não é esse. Ele arruma bem as defesas, o ataque funciona pouco mas o necessário para ser campeão. Os dois primeiros títulos com o São Paulo foram sobrando, o terceiro já foi um pouco mais complicado. Digamos que o São Paulo foi um rei numa terra de cegos nos últimos três anos. Algo que mudou um pouco em 2009. Outros clubes estão enxergando um pouco melhor. Devo elogiar o grande trabalho dos dirigentes do Atlético Mineiro, que estão ressuscitando o time. O trabalho dos dirigentes do Palmeiras. Do Internacional, antes daquela bobagem do DVD. Não posso esquecer também do Goiás. Enfim, não preciso citar nomes. Agora vou partir para outros dois exemplos. Cruzeiro e Corinthians. Dois clubes que tinham tudo para disputar o título brasileiro, mas não vão. Por que? Tiveram um primeiro semestre muito bom e jogaram o segundo no lixo. Pois venderam jogadores importantes, desmanchando e montando outro time durante a competição. Onde fica o torcedor no meio de tudo isso? Não quero discutir aqui o fator econômico, claro que o Brasil não tem condições de bater de frente com o futebol europeu. Principalmente as ligas mais fortes. Já li críticas, sobre o Brasil perder jogadores para a Rússia e para a Turquia. O primeiro é uma potência mundial, um país enorme e rico. A liga turca vem crescendo aos poucos. Mas os três gigantes, principalmente Galatasaray e Fenerbahçe não poupam grana para tentar voos mais altos no cenário europeu. O Beşiktaş nem tanto. São vários motivos que levam nossos jogadores a partir rumo ao exterior. Perdemos também para países asiáticos bem mais desenvolvidos. Como Japão e Coreia, mas esse não é o tema central deste texto. O presidente do Corinthians afirmou antes da final da Copa do Brasil que se o clube fosse campeão o planejamento seria um. Caso contrário seria outro, pois precisaria ficar entre os quatro primeiros para estar na Libertadores. Com o clube cheio de dívidas, acabou não resistindo e vendeu dois jogadores que eram a pilastra principal em seu setor. André Santos e Cristian. Douglas não era tão primordial, sempre dormindo, mas sua forma de se posicionar acabou funcionando bem na engrenagem de um time que estava bem "lubrificado". Se o presidente disse isso sobre planejamentos diferentes, deixou no ar que seria possível segurar os jogadores. Penso que as propostas poderiam muito bem ser recusadas, o jogador nem precisa saber. Os dirigentes brasileiros ainda precisam aprender bastante. É duro admitir, mas estamos longe do profissionalismo. E logo agora, com Séries A e B consolidadas, vozes querem dar um passo para trás voltando com os mata-matas. Seria um tiro no pé. Pois os clubes (alguns deles) entenderam que não dá para sobreviver numa competição longa sem o mínimo de organização e planejamento. Times estão se profissionalizando, crescendo em áreas como marketing e programas de sócio torcedor. O São Paulo é o principal exemplo de clube organizado. Não tanto como a soberba diretoria do clube pensa. Mas é sim organizado em comparação com outros clubes. Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Corinthians e até o Flamengo são um pouco mais organizados e pensam em melhorar estruturas. O Barueri é criticado, chamado de clube sem identidade, ajudado pela prefeitura. Mas é outro bom exemplo, mesmo pequeno e sem torcida o clube em seu primeiro ano na principal divisão, consegue se manter e até com uma certa facilidade. E a Série B tem feio muito mais bem do que mal para os clubes. Claro que é um processo doloroso, mas necessário para levantar nossos grandes clubes que ficaram parados no tempo. Hoje o Vasco me parece um clube limpo. Bem mais organizado, com certeza deve voltar muito forte da Série B. O que você, leitor, pensa sobre os assuntos abordados? É mesmo necessário jogar um campeonato no lixo pensando em outro? Dá para jogar duas competições com o mínimo de respeito pelos torcedores? Mata-matas, a favor ou contra? Opiniões de todos os tipos serão bem-vindas por aqui.










O Atlético-GO vem surpreendendo a todos nessa Série B. Os
times que sobem da Série C normalmente, sonham em permanecer na B.
Para depois quem sabe, buscar uma ascenção mais tarde. Mas o
Rubro-Negro goiano não quis nem saber. No próximo sábado, dia 5, o
Dragão enfrenta o Vasco. E para aumentar a torcida, sua diretoria
fez uma promoção um tanto polêmica. O clube lançou, na manhã desta
terça-feira, uma ação chamada "União Rubro-Negra" e dará o
benefício de meia-entrada aos torcedores que estiverem
vestidos com as camisas de Atlético-GO e Flamengo, maior rival do
adversário do Dragão na próxima rodada. O clube goiano sempre
esteve entre os primeiros colocados da tabela. Se manter a campanha
do primeiro turno, deve conseguir a tão sonhada vaga na Série A. Os
destaques da equipe são os meio-campistas Robston e Elias. No ataque o baixinho
Anaílson (aquele mesmo do São Caetano) continua se
destacando. 
to fecha as quatro primeiras
posições. O clube nordestino não começou bem a competição. Era apontado como um
dos principais candidatos ao rebaixamento. Pelo começo ruim na
competição as previsões iam se confirmando. Depois de uma grande
arrancada, o clube saiu da penúltima colocação, para a quarta.
Grande notícia para uma torcida que a muitos anos sofre como time
na Série B. Muito tempo "preso", o clube nunca corre risco de
rebaixamneto, mas também nunca sobe. Neste ano as chances são boas.
Eu prefiro ver times mais tradicionais na Série A. Esse é o caso do
Ceará. Destaques: Mota ( aquele mesmo com boa passagem pelo
Cruzeiro ), Wellington Amorim ( jogador rápido e habilidoso),
Alberto ( com boa passagem pelo Santos). No meio, o volante Heleno
( passou pelo Santos ) e o meia Geraldo ( destaque recente no
Náutico ) dão conta do recado. O atacante Preto, vem fazendo gols
importantes. Na defesa Wescley ( revelado pelo Vasco ) forma uma
boa dupla com Arlindo Maracanã. Além do bom lateral-esquerdo, Fábio
Vidal. Muito conhecido no interior de São Paulo. No gol Marcelo
Bonan garante o bicho. Seu reserva é nada mais nada menos que
Adílson Paredão. Que está no clube há 6 anos.